Goteira

o tempo mantinha os suspiros fúnebres sob suas vestes:
as capas de chuva de pontas e pulsos;
e os libertavam em quedas morosas sobre as casas
que silenciam nos fins de tarde dominicais
ao mesmo tempo em que:
a diversão acaba com o banho
o velho deixa o banco só na varanda
a mãe engoma a farda do filho
e a alegria dorme
e descansa.

7 glosas.:

O explorador disse...

Seja bem vindo à minha casa brother, entre e sente-se no chão, pois não há móveis aqui. Apenas o telhado que protege, e posso garantir que não há goteiras nele.

.Vale disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
.Vale disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Juliana disse...

Você retrata o quotidiano como uma senhora que vive na janela... com detalhes que ninguém mais vê.

Adoro-te, meu amor
;D

binhobrill disse...

Até voltar.

Juliana disse...

Chuchuuuu
te convidei para um meme.
Aceita se quiser, viu, velho ranzinza?

beijo!

dani.ella disse...

pensei que todas as linhas começariam com artigo, rs

cotidiano bem retradado
=)